AUTORIDADE E AUTORITARISMO: UMA ANÁLISE TEOLÓGICO-BÍBLICA SOBRE AS AUTORIDADES INTRA-ECLESIAIS



* Dalmo Santiago



Tratar do seguinte tema é coisa ao mesmo tempo fascinante, mas também muito perigosa. Fascinante por que quando adquirimos o verdadeiro sentido da palavra autoridade nas Escrituras recebemos ao mesmo tempo um chamado ético para desempenhar tal autoridade. Mas, por outro lado uma abordagem sobre o tema é de alta periculosidade para quem se detém a refletir sobre o mesmo proposto no âmbito intra-eclesial. Esse perigo advém de uma circunstancia que foi fixada e estabelecida na mente daqueles que fazem parte da igreja: a instituição supra-sagrada de uma autoridade vocacionada por Deus para liderar seu povo. Na realidade isso não constitui o teor do problema, porém, é nessa situação que reside perigos iminentes que atualmente tem se despontado na prática pastoral.
O pastor vocacionado por receber um chamado de liderar e automaticamente uma autoridade que o destaca na comunidade religiosa começa a confundir a autoridade posta sobre ele pela igreja com um autoritarismo. Sendo assim aquilo que deveria ser um elemento para desempenhar um serviço eficaz e amoroso de acordo com os princípios bíblicos da diaconia, humildade e honestidade diante de Deus, passa a ser instrumento de opressão da igreja por parte do pastor que se alia aos ditames desse autoritarismo de si. Infelizmente é isso que percebemos na maioria dos pastores atuais.
Alguns líderes pastorais têm um grande medo que eles mesmos deixam transparecer sem saber: o medo de perder o poder. Dentro de sua igreja estes pastores sentem-se ameaçados o tempo todo por alguma investida que possa vir da igreja contra sua autoridade. O medo de perder o poder vem de diversos fatores: perda de remuneração, preocupação com o sustento familiar, diminuição do poder aquisitivo, exclusão social, pobreza etc. Mas o maior fator não é esse, e isso é o que preocupa, aquilo que na verdade o pastor teme recorrendo ao autoritarismo é o poder de influenciar os outros em beneficio próprio. Apesar de o discurso ser aparentemente voltado a um bem da comunidade não passa de fachada bem articulada que esconde a verdadeira intenção desse tipo de sacerdócio: ser beneficiado em detrimento dos outros. São essas coisas que passam na mente de um pastor inseguro com sua igreja. Daí nasce um tipo de defesa incoerente a uma vocação dada por Deus: o autoritarismo. Isso porque toda forma de autoritarismo suprime o amor.  Mas antes de nos aprofundar nessa discussão tentemos entender qual a diferença entre autoridade e autoritarismo.
Antes de qualquer coisa é importante colocar em plano que filologicamente tanto a palavra autoridade como autoritarismo nascem de uma raiz altamente egóica: ‘autos’. O autos remonta a idéia um poder que se obtém por si mesmo e não no respeito a decisão das pessoas, ou seja, é uma imposição que a própria pessoa faz para que outros aceitem sem a oportunidade de opinar se querem ou não essa pessoa sobre eles como algum tipo de governo. Mas, com o passar do tempo a idéia de “Autoridade” vai adquirindo novos conceitos e significados que perpassam por uma atitude ética e relacional. Autoridade nesse segundo momento é ser investido por uma pessoa ou grupo de pessoas de capacidade para estar liderando pessoas. É importante salientar que não significa estar acima de alguém, mas no mesmo plano, ser apenas um orientador para que as mesmas consigam trabalhar com efetividade e ao mesmo tempo satisfeitas. Nesse sentido uma autoridade não pode se entender melhor ou maior, ou com privilégios ilimitados diante das pessoas. Como qualquer um ele é um ser humano e precisa se comportar como tal.
O autoritarismo é diferente. É uma transmutação de autoridade em totalitarismo, em circunstancia ditatorial. Nesse caso a pessoa que é investida de autoridade torna-a um fim em si mesmo. A autoridade-para-a-autoridade e não para o bem das pessoas. No autoritarismo a autoridade é usada para o bem de si mesmo. O autoritarismo é egoíco por natureza. Um líder que baseia sua autoridade em autoritarismo só pensa em seu bem em detrimento do bem de outras pessoas. Não importa o que as pessoas sofram, mas o bem do autoritário é sempre importante para ele apenas. No caso da igreja o pastor que assim age tem a igreja como um instrumento de suas satisfações pessoais: ser influente, ter voz num grupo social, ter poder sobre outras pessoas, mandar e ser obedecido. Não se tem nenhuma evocação de sentimento e amor pela pessoa que ele lidera, a pessoa torna-se para o pastor autoritário mera peça de seu quebra-cabeça: peça para satisfazer suas vontades.
Entendendo essa diferença poderemos compreender o polêmico texto de Romanos 13. Digo ser polêmico por que o mesmo tem sido usado em larga escala por líderes autoritários para fundamentar práticas que são contrárias as Escrituras Sagradas. Não são poucos os pastores que, ultrapassando os limites da moral e da decência, utilizam desses textos afirmando ser sua autoridade inquestionável. É preciso que se compreenda algo: Uma autoridade que não se pode questionar não é mais autoridade transmuta-se em autoritarismo. Seguindo essa linha de raciocínio fugimos da proposta de liderança trazida por Jesus em sua própria vida com seus liderados e voltamos ao dogmatismo ortodoxo farisaico que tanto o mestre combateu. Jesus se mostrou aberto e amigável em sua relação com seus discípulos mostrando até mesmo o desejo de saber que opinião tinham sobre ele (Mateus 16.13). A autoridade de Jesus assim como sua liderança se basearam no diálogo da fraternidade. Numa liderança do amor, que apesar de ter um poder a mais que eles não se colocava acima deles, mas ao lado ajudando-os a encontrar o caminho do Reino de Deus.
Façamos algumas analises e questionamentos ao texto de Romanos 13 para aprofundarmos nossas discussões. Diante do texto:
1º Devemos ser sujeitos às autoridades ou aos autoritários?
2º Como identificarmos no texto a distinção entre autoridade e autoritarismo?
3º Diante de uma “autoridade” corrupta devemos nos calar esperando a justiça de Deus sobre ela ou como agentes transformadores exigir mudanças?
Quero refletir nessas perguntas e enfim finalizar nossa reflexão.
O texto de Romanos 13 é claro: Devemos ser sujeitos a toda autoridade instituída por Deus. Entendemos então que nossa obrigação é de estarmos sujeitos às autoridades e não aos autoritários. Por que devemos ser sujeitos a essas autoridades? Romanos 13.4 diz: “Por que ela é ministro de Deus para o teu bem”. Aqui entramos na resposta da segunda questão. Identificamos que Paulo se refere claramente a uma autoridade que visa o “bem” e não o mal das pessoas. Relembrando: uma autoridade que pensa em seu bem (e não no das pessoas) se transmuta em autoritarismo. Diferenciamos uma autoridade de um autoritário pelo elemento do “bem”. Um pastor que pensa em seu bem, no bem de sua igreja, no bem de sua vida financeira, no bem de sua fama social prejudicando outras pessoas deixa de ser uma autoridade e passa a ser um autoritário.
A terceira questão agora fica mais facilmente de responder. É claro que não devemos nos calar sendo convenientes, apoiando “autoridades” corruptas, por que elas não são mais uma autoridade, mas um autoritarismo fundamentado num bem próprio e não dos outros. E deveríamos deixar que um pastor autoritário fizesse seus erros sem irmos contra suas práticas? Há doutrinas que ensinam que sim. Dizem estas que a autoridade dada por Deus é algo inquestionável e deve ser obedecida cegamente ainda que nos leve ao erro e ao pecado. Creio que essa leitura do texto é fazer da sabedoria libertadora da Escritura uma ignorância interpretativa enclausuradora formadora de massa de manobra.
É importante conjuntamente atentar que nem sempre Deus dá autoridade a alguém por que quer, mas por que foi de certa maneira “forçado” a concedê-la àquela pessoa. Com isso não quero dizer que Deus perde seu poder para ser guiado pelos caprichos humanos, mas ele respeita o principio do livre-arbítrio, ou seja, o meu poder de decisão sobre as coisas. Um texto que alude a isso é o de I Samuel 8.5-7. Deus havia instituído Samuel como juiz em Israel, essa foi a vontade de Deus, mas o povo quis uma outra autoridade sobre eles: um rei humano. A pergunta a ser lançada é: Saul estava nos planos de Deus para reinar em Israel? Certamente não. O desejo de Deus era que Samuel continuasse até sua morte e no tempo certo seria escolhido o novo lider, porém, o povo disse em outras palavras: “Queremos um rei Samuel e não o que Deus quer”. Saul foi escolhido como autoridade, pois foi ungido e a unção representava o investimento de autoridade dado pelo povo à pessoa escolhida, mas percebemos no decorrer da história que Saul não foi um bom exemplo de líder. Saul confundiu sua autoridade com autoritarismo. Passou na frente de Deus desobedecendo a ordem de não deixar nada vivo dentre os do povo do rei amalequita Agague (I Samuel 15.3). Reinava segundo a sua presunção de se achar bom rei. Saul se fechou em seu trono até que enlouqueceu e foi atormentado por espíritos malignos (I Samuel 16.14). Algo chama-me a atenção no texto de I Samuel 15: Quem depôs Saul do trono? Deus. Através de quem? Samuel. O profeta filho de Ana deveria se dispor a ouvir a voz de Deus que não apenas soava no ouvido de Samuel como na sua infância (I Samuel 3.3-4), mas no observar das coisas que estavam acontecendo. Samuel foi desafiado por Deus a ir até Saul e dizer: Saul teu tempo acabou (I Samuel 15.28). Interessante é que deste mesmo texto surge um versículo usadíssimo para fundamentar o pastorado fundamentalista. Em I Samuel 15.23 “Por que a rebeldia é como o pecado de feitiçaria”. Os pastores que usam esse texto para fundamentarem suas lideranças errôneas não entenderam que Samuel está dizendo o contrário do que eles interpretam para bem próprio. Samuel estava contra a autoridade corrupta de Saul e disse: “A rebeldia é como pecado de feitiçaria”. Era a autoridade que era rebelde a Deus e não Samuel. Esta idéia está baseada em Atos 5.29: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”. Samuel poderia dizer: “Não vou falar nada mesmo sentido de Deus que Saul está desobedecendo a Palavra”, mas não foi isso que ele fez. Samuel entendia que ele tinha uma responsabilidade para com Deus e para com seu próximo não podendo deixar que o povo fosse enganado por Saul. Nós temos a mesma responsabilidade hoje na igreja de não nos conformarmos com coisas erradas de nossas lideranças, mas de exigir delas mudanças imediatas para que a igreja cresça de forma saudável e equilibrada.
O mesmo Paulo que escreveu Romanos 13 também produziu o texto de Romanos 12.2 “Não sede conformados com este mundo”. Neste texto o Apóstolo da Fé nos ensina que não podemos nos conformar com as atitudes provenientes do mundo e o autoritarismo é uma delas. Não se conformar significa não se amoldar, não ser omisso ao erro, mas denunciar o erro e exigir que haja mudanças. Se conformar com práticas erradas é concordar tacitamente com elas. É apoiar o erro alheio. Por isso, nossa igreja atual é imatura: não sabe exigir seus direitos, por que não sabe quais são esses direitos e nem quer saber. Muitos pensam: “Importa que eu participe dos cultos e campanhas de oração. Não quero saber se meu pastor está agindo certo ou errado para com Deus. O que quero é minha benção!”.

AMOR PELO POVO OU REBELDIA?
                Para finalizar gostaria de refletir sobre três pessoas que decidiram não se encurvar aos ditames de autoridades corruptas e foram tidos como grandes homens de Deus. O primeiro foi o Sábio Daniel e também seus amigos Sadraque, Mezaque e Abdinego (Desobedeceram a ordem do Rei Nabucodonosor). O segundo foi Elias (desafiou Acabe com “sua palavra” ordenando o cessar das chuvas contrariando também Jezabel (Adoradora de Baal e Ashera deuses da chuva e da feritilidade)) e finalmente Jesus (chamando seus líderes espirituais os fariseus, os escribas e os sacerdotes de hipócritas, raça de víboras e sepulcros caiados).
                Os primeiros personagens citados acima estão relacionados no livro do profeta Daniel 1 e 3. O primeiro capítulo narra a escolha de Daniel e seus amigos para servirem na corte de Nabucodonosor. Ali Nabucodonosor ordena como autoridade dos novos escravos que eles comam dos manjares do rei. Apesar de Nabucodonosor ser autoridade constituída por Deus Daniel e seus amigos não obedeceram o monarca. Mas, por quê? É preciso entender que culturalmente os alimentos preparados na Babilônia eram antes do consumo consagrados aos ídolos. Daniel não poderia suportar tal abominação então negou comer aquela comida mesmo sabendo que estava desobedecendo sua autoridade. Seríamos ousados ao ponto de chamarmos Daniel de “rebelde”?
Elias percebendo a prostituição espiritual que Acabe iniciou trazendo deuses estranhos como baalins e astarotes para Israel disse segundo sua palavra: “Não cairá chuva neste lugar até que Acabe, Jezabel e Israel abandone seu pecado”. Em I Reis 17.1 Elias é tão ousado com Acabe que diz: “Segundo minhas palavras”.  Acabe casou-se com Jezabel desobedecendo a proibição de casamentos mistos, trouxe baalins à Israel, construiu um templo a Baal e ainda um ídolo (I Rs 16.29-33). Muitos israelitas passaram a freqüentar o templo dedicado a Baal e cultuaram o ídolo feito por Acabe assim como muitos tem aceitado os ídolos da mentira, do engano, da hipocrisia, do roubo de vários lideres que se dizem pastores. Mas, surgiu um que disse: “Eu não vou me aliar a esse sistema mundano dentro da igreja”. Elias se levantou contra Acabe, sua autoridade, por que agia errado levando o povo a pecar contra Deus através de suas ações pecaminosas. Elias não estava conformado com que via até que disse usado pelo Senhor (I Reis 21:19):
19 - E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porventura não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o SENHOR: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão também o teu próprio sangue.

                No versículo 20 vemos a complementação do versículo. Acabe se sente ofendido por Elias e pergunta: “Você agora é meu inimigo?”. E Elias responde: “Sim! Porque você não está obedecendo a Deus”. Tiago 4.4 diz que a amizade do mundo é inimizade contra Deus. Aqueles que vivem de acordo as ações do mundo constituí-se inimigo de Deus. Um líder que age como Acabe vive as regras do sistema-mundo. Sua autoridade não se preocupa com os outros, apenas consigo mesmo. Torna-se autoritarismo.
                A ultima pessoa e mais importante nesse caso é Jesus. Jesus desempenhou um papel de ensino para conosco. O bom mestre através de sua vida mostrou como deve ser um pastorado: amando as pessoas, usando sua autoridade não em favor de si ou de sua fama, mas de outrem, respeitar seus liderados ensinando-os a respeitar os outros. Há diversos textos que mostram o quanto Jesus se preocupava como ocorria o exercício das autoridades religiosas de sua época. Jesus andava pelos lugares mostrando ao povo quem eram os falsos pastores e assim ia contra sua autoridade espiritual . Como os fariseus eram tidos como pastores em Israel e líderes espirituais Jesus os combateu por causa de sua prática pastoral autoritária.
Em Mt 23.23-27 Jesus chama seus líderes de “hipócritas”, “cegos” e “sepulcros caiados”.
Mateus 23:23-27 e 33
23 - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.
24 - Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo.
25 - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade.
26 - Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.
27 - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Mateus 23:33
33 - Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

O que Jesus estava fazendo falando tantas coisas pesadas para seus líderes? Ele estava sendo rebelde a eles? Não! Jesus tinha um compromisso com o Pai de não ser conivente com os erros de seus líderes, mas levá-los a uma mudança de atitude e não ficar concordando com os erros dos mesmos.
Creio que o tempo é chegado da igreja amadurecer como um todo e entender que pastor serve pra servir e não ser servido como muitos deles pensam. São raros os líderes que têm se dedicado a uma vida de amor ao próximo e compromisso com a humanidade da igreja. Pensam muito no patrimônio de suas igrejas dentre outras coisas. Jesus nos deu uma missão de levar o amor ao mundo enquanto temos nos preocupado com grandes e suntuosos templos cheio de pessoas vazias que não cumprem a missão dada por Jesus, apenas freqüentam cultos. Espero que esse texto venha ser tanto um instrumento de libertação das mentes cativas e dominadas por doutrinas pastorais fora da Bíblia como conteúdo de reflexão para os pastores que desejam assumir uma nova postura diante de Deus e de sua comunidade.  

3 Response to "AUTORIDADE E AUTORITARISMO: UMA ANÁLISE TEOLÓGICO-BÍBLICA SOBRE AS AUTORIDADES INTRA-ECLESIAIS"

  1. Anônimo Says:
    25 de março de 2011 07:03

    Postei em uma poesia tua a alguns dias e mais uma vez me surpreendi com sua forma de escrever nesse texto. Me chamo Elisangela e quero fazer apenas uma crítica a você. Apesar de seus textos serem inteligentíssimos são muito longos e exige conhecimentos diversos. Se você você pudesse ser mais resumido creio que facilitaria mais nossa leitura. Quero dizer também que trabalharei este texto em minha igreja (depois te comento os resultados rsrsrsrs). Faço Psicologia na UFRGS e queria ter teu email pra conversarmos.

  2. Anônimo Says:
    2 de abril de 2011 19:10

    Quero teu email!
    Elisangela.

  3. Dalmo Santiago Jr says:
    23 de junho de 2011 19:41

    Elisangela escreva teu email nos comentários que poderemos nos falar melhor. Grande abraço.

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